sábado, 26 de dezembro de 2015

linha do tempo / Casamento Estevão e Evelyn




discurso / A Estêvão e Evelyn

(Rubens Oficial)

Estevão Maciulevicius Cleto e Evelyn Maria Ferreira de Freitas se casaram no dia 25 de novembro, às 10h30, em Alumínio.

Uma nova história se inicia. Dois que andavam por caminhos diversos de repente se viram lado a lado, olhando na mesma direção. E o caminho se tornou mais lindo, as fraquezas já não se sentia mais, as incertezas já se dissipavam, e a vontade de avançar foi absoluta. Os semblantes agora são de regozijo, as falas são de sonhos. Não os sonhos da ilusão, mas o sonho merecido de quem ama. A solidão deu lugar ao companheirismo e a busca deu espaço à construção de um projeto de vida.

“Venerado seja, entre todos, o matrimônio”, está escrito Aos Hebreus. Entre todos os homens e mulheres do mundo, vocês se escolheram como companheiros de vida. Selaram um pacto de construir juntos um futuro jubiloso. Como dois num só corpo, agora os desejos, os planos e os empreendimentos serão compartilhados. Mesmo que ninguém os entenda, vocês se entenderão, porque não haverá mais segredos entre si, porque confiança e compreensão agora farão parte de seus projetos. Diálogos, diálogos, diálogos... mesmo que possa parecer exagero, é isso que vocês mais farão, porque tudo o que interessa a um passa a interessar ao outro, porque o sucesso de um é obrigatoriamente o sucesso do outro. Unidos, as alegrias serão somadas e as tristezas divididas. 

O evangelho compara o casamento à união de Cristo e a Igreja. Assim como Cristo amou a Igreja e deu a vida por ela, assim o marido deve amar a sua esposa, protegendo-a e defendendo-a. E a mulher deve honrar o seu marido, trazendo-lhe paz e ânimo. Não é hora de pensar na guerra, mas é oportuno levantar fortalezas fundadas no amor, na confiança e na fé.

Harmonia passa a ser uma palavra sagrada. Ninguém tem o direito de tocar no que o amor de um casal construiu com paciência, renúncia e compreensão. O edifício da família feliz é construído e reconstruído dia após dia com entusiasmo e perseverança.

O casal prudente não mede esforços para agradar, prestar cuidados e motivar um ao outro. Dizer “eu te amo” é a ratificação de uma realidade invencível diante da vida. Um beijo é a garantia de um sono de paz. Outro beijo ilumina momentos de ausência.

Não deixem que o ciúme, a discórdia e as intrigas interfiram em suas vidas. É preciso exercer a capacidade de pedir perdão, de perdoar, de não dar lugar ao rancor. Unidos é que vocês vencerão as dificuldades. É preciso ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. 

Agora, duas famílias foram enlaçadas. A sabedoria não deixará que nenhuma delas seja desprezada. Um círculo maior de amor as alcançará, no respeito aos pais e no temor de Deus. Lembrem-se: A felicidade de um casamento duradouro só depende de vocês. Parabéns.

(Discurso no casamento de Estêvão e Evelyn, na chácara Lituânia, em Alumínio/SP)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

artigo / O escândalo das cinco bibliotecas

(Rubens Oficial)

1. No final da década de 1970, a Casa de Cultura Paulo Setúbal, que ocupava o prédio do atual Museu Histórico Paulo Setúbal, tinha sua porta de entrada de frente para a Rua 7 de Maio. Subindo a escada, a porta de frente dava acesso ao museu e à esquerda à secretaria. Ali trabalhavam Hélio Reali, Sansão e Crispim. Entrando pela secretaria, eu tinha acesso à biblioteca da casa, cujo acervo foi doado pela Secretaria de Estado da Cultura em substituição a uma anterior, que fora doada e retornara ao seu local de origem, em São Paulo. Nessa biblioteca havia uma coleção dos livros adultos de Monteiro Lobato. Foi assim que fotocopiei o artigo de Lobato sobre a morte de Paulo Setúbal do livro Miscelânia. Havia também uma coleção das obras completas de Jorge Amado até então, de capa violeta. Foi quando li o Quincas Berro D’Água. Um volume verde de luxo continha as obras completas de Euclides da Cunha em papel bíblia.

2. Quando a professora Leila Salum Menezes da Silva veio trabalhar na Casa, providenciou que trouxessem uma biblioteca antiga que estava encaixotada no porão do prédio. Vi os volumes umedecidos sendo verificados um a um pelos funcionários que ali trabalhavam. Nunca vi esse material à disposição para consulta pública.

3. Quando o escritor e jornalista tatuiano Raul de Polilo morreu (acho que ele morava em São Paulo), sua família doou sua biblioteca à nossa Casa de Cultura juntamente com alguns objetos pessoais, alguns referentes à aviação, porque ele era aviador. No acervo encontrei um livrinho biográfico de Paulo Setúbal, que também reproduzi e encadernei e tenho até o dia de hoje. Não cheguei a ler, mas conheci os livros de Raul de Polilo. Um se chamava Retrato Vertical do Brasil, vários exemplares, com impressões do jornalista aviador sobre a nossa terra.

4. Esse fato fez com que Maurício Loureiro Gama também doasse sua biblioteca à Casa, mas em vida. Mais uma sala foi desocupada para receber os livros e outros materiais, como troféus, medalhas, um busto. Esse material está exposto no Museu Paulo Setúbal. 

5. Meu amigo particular Walter Silveira da Mota, jornalista e filósofo, ficou admirado com a atitude de Maurício, seu amigo e deixou claro que também queria deixar sua biblioteca à Casa de Cultura, mas após sua morte. Ela chegou e seu irmão Oscar Augusto Silveira da Mota, com quem morava, fez a sua vontade e doou aquela que seria a quinta biblioteca do estabelecimento. Uma placa de madeira esculpida dizia: Biblioteca Jornalista Walter Silveira da Mota. Ali havia a coleção de todos os artigos que ele publicara em jornais e revistas. Era uma biblioteca rica em filosofia, especialmente naqueles que Walter acompanhava, como Krishnamurti e Huberto Rhoden. 

6. Hoje, o Museu Paulo Setúbal dispõe apenas de um gabinete de leitura. Ali está a coleção da revista Seleções, da biblioteca de Walter, desde a de número 1 até a morte do jornalista. Na minha opinião, com a municipalização do museu, durante a gestão do prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, essas bibliotecas deveriam ter sido transferidas para repartições públicas do município, incluindo escolas. Mas onde estão?

linha do tempo / Coral Judiciário de Tatuí

Florides, Ana, Sônia, Denise, Briguenti, Rubens Oficial, Paulinho Benavides e Donizeti

Nosso pequeno coral, acompanhado ao teclado por Vicente, cantou Quão Grande És Tu, Oração de São Francisco, Agnus Dei - Glória ao Nosso Deus, Anjos de Deus, Pelos Prados e Campinas, e Hoje É Um Novo Dia. Cantamos no Salão do Juri do Fórum de Tatuí no dia 11/12/2015, às 11 horas, na Cerimônia Ecumênica, idealizada pela juíza diretora Dra. Lígia Cristina Berardi Possas. Homenagem póstuma lembrou nossos colegas que nos deixaram neste ano: Cida da Secretaria e Amadei Oficial de Justiça. Trouxeram suas mensagens o pastor Junior da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna e o padre Marcos da Igreja Católica. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

artigos / Emoções negativas bloqueiam o raciocínio

(Rubens Oficial)

No livro A Libertação da Vontade, o dr. Norberto Keppe ensina que o raciocínio humano não consegue chegar à realidade quando passa, ou melhor, quando é bloqueado pelos sentimentos da inveja, ódio ou rancor. Acrescento aqui o preconceito. São emoções negativas que rechaçam a aceitação da verdade. 

Para o homem viver honestamente, é indispensável a incorporação do amor. Este sim é o sentimento da ética, que canaliza o raciocínio para a realidade, corrigindo distorções. É aquele momento em que se diz “é verdade mesmo”, “isso é verdade”, “isso não podemos negar”, “você está certo”.

O amor joga fora o egoísmo e permite a percepção do que ocorre ao redor. O homem movido pelo amor é o “sal da terra”, a “luz do mundo”.

Muitas tragédias foram evitadas graças à simples presença de alguém portador do sentimento do amor. Muitas outras poderiam ter sido evitadas se se desse oportunidade ao amor.

Todo ato resultante do raciocínio deturpado pelo ódio, pelo rancor, pela inveja ou preconceito resulta em caos, em desinteligência, em comoção, num círculo vicioso de destruição da humanidade.

domingo, 22 de novembro de 2015

tweet / Evangelho


[O amor] não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. (I Cor 13.6)
Posted by Rubens Antônio da Silva on Domingo, 22 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

estudos / Qual a diferença entre instrumento e ferramenta?

(Rubens Oficial)

Elas parecem sinônimas e muitas vezes são. Mas sabemos quando é melhor utilizarmos uma ou outra palavra. Ambas são de origem latina: "instrumentu" e "ferramenta", assim mesmo. 

Ferramenta é um objeto físico ou virtual de que lançamos mão para possibilitar a execução de uma obra. Instrumento é um meio ferramental ou não através do qual se executa uma obra. Deu pra entender? Não?

Vamos tentar esclarecer melhor: a ferramenta é um acessório, enquanto o instrumento é um meio.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

estudos / Qual a diferença entre residência e domicílio?

(Rubens Oficial)

Costumamos ver nos contratos a expressão “residente e domiciliado em tal endereço”. Mas, não é redundante? Residência e domicílio não é a mesma coisa? Parece mas não é.

Residência é o local onde a pessoa mora, onde passa a maior parte do seu tempo. Domicílios são os locais onde a pessoa tem compromissos jurídicos. A residência quase sempre é um domicílio, isto porque temos compromisso com os fornecedores de água e esgoto, energia, telefone, com os impostos... Mas você pode morar em hotéis, albergues...

Agora, geralmente temos mais de um domicílio. Além de nossa residência, temos nosso local de trabalho ou locais de trabalho. Muitos têm casas de campo, apartamentos no litoral etc.

Lembre-se que a cidade onde você tem compromisso de votar nas eleições é o seu domicílio eleitoral, assim não esquece que domicílio é todo local onde você tem compromissos jurídicos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

fórum / Central de Mandados

Foto: Djavan Vieira

Selfie do nosso amigo estagiário Djavan, na Central de Mandados. Aparecem atrás o Mário Sérgio, o Paulo Alegre e, por fim, apareço eu. Minha mesa fica ao lado da do Djavan, mas estava nos fundos fazendo conferências.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

artigo / O que é o Reino de Deus

(Rubens Oficial)

Quando se fala de reino de Deus, fica claro que Deus é rei. Se todas as coisas foram feitas por Ele, então é rei de tudo, tem domínio sobre tudo e todos. Jesus, o filho de Deus, foi feito rei pelo Pai: “é-me dado todo o poder” (sic). O evangelho de Jesus não é outra coisa se não o anúncio do reino de Deus: “é chegado o reino dos céus” (sic). E isso é chamado de boa notícia. Mas, se Deus reina desde a eternidade, como pode ser uma novidade. Respondemos: a novidade não está no domínio de Deus, mas sim na possibilidade de sermos novamente obedientes a Ele, laço rompido no Eden pela transgressão de Adão. Jesus veio restabelecer a sincronia do homem com Deus, preparando-o para a salvação eterna.

A porta da salvação foi aberta e está à frente de toda gente. Podemos agora “estar no mundo, mas não ser do mundo” (sic). Portanto, a salvo do mundo. Assim dizendo, o mundo passa a denominar a humanidade que se nega a aceitar o reinado de Deus, preferindo o livre arbítrio conquistado no Eden e que é a causa de todo o sofrimento e maldade. Estamos no reino de Deus? Então devemos seguir a Sua lei. E a lei de Deus é a lei do amor: “amarás o teu Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a ti mesmo” (sic). Leia Mateus, versos 5 a 7, o sermão do monte, e confira como deve ser o dia a dia debaixo do reino de Cristo. Aquele que não pratica as palavras de seu Senhor é comparado a uma casa sem alicerces, que não resiste aos problemas desta vida e acabam em ruína. Leia, é importante.

domingo, 25 de outubro de 2015

artigos / Católicos e evangélicos: diferenças

(Rubens Oficial)

As principais diferenças entre as religiões católica e evangélica tem tudo a ver com centralizações e descentralizações.

No plano da devoção, os católicos pulverizam em muitos semi-deuses, os chamados santos, pessoas falecidas que tiveram uma vida inspiradora. Já quanto a administração da comunidade, eles centralizam em apenas um homem, o papa.

Ao inverso, os evangélicos centralizam quanto à devoção. Por isso, eles reivindicam a denominação de cristãos, porque se voltam exclusivamente à pessoa de Cristo como modelo de fé e conduta. Quanto à administração da Igreja, porém, descentralizam, se dividem em denominações e ministérios não subordinados uns aos outros, mas a apenas uma frágil hierarquia em cada grupo.

domingo, 11 de outubro de 2015

artigos / A evangelização

(Rubens Oficial)

Na parábola do semeador, Jesus mostra quatro situações daqueles que recebem o evangelho, três de forma negativa e três positivamente. O primeiro negativo é aquele que não dá crédito ao evangelho e, conservando com outras pessoas descrentes, deixa de meditar na mensagem que recebeu, como a semente que foi engolida pela ave porque estava exposta à beira do caminho. Os outros dois negativos receberam bem a mensagem do reino dos céus, creram nela e por um tempo militaram no Caminho do céu. Porém, com o passar do tempo, foram provados de maneiras diferentes. Um é desanimado pelas lutas diárias, sem revolta e deixa do seu Senhor. É comparado à semente que caiu sobre pedras e que não criam raízes profundas. O outro, diferentemente, prosperou na vida socioeconômica. Poder-se-ía dizer que estaria 'abençoado'. Mas, não. Os cuidados com seus negócios tomariam conta de sua vida sem deixar espaço para a submissão ao reino de Deus. Está aqui a semente entre espinheiros, sufocada por seus interesses e preocupações.

Mas o reino de Deus avança. Sempre há aqueles com um coração preparado pelo Senhor para as boas obras. Estes também se dividem em três grupos. Uns produzem 100% do que se espera, são os crentes consagrados. Outros, 60%, ainda são chamados de tementes a Deus. Merecem um cuidado especial o terceiro grupo que produz apenas 30%, os chamados fracos na fé, porém não menos amados. Que ninguém diga de si mesmo: eu produzo 100%. Ou ainda: meu irmão produz apenas 30%. Com certeza estará enganado, porque a humildade é essencial ao amor, e este é o fundamento do evangelho.

tweet / Voto



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

tweet / Golpistas


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

inquietações / Sem Senha

(Rubens Oficial)

Posso dizer que te amo, mesmo sem ver tua face.
Porque foi assim que aprendi.
Trago na alma um sentimento irmão.
A sala está aberta e os lugares estão reservados
para quem chegar.
Não precisa dizer teu nome, a menos que essencial.
Diz apenas de tuas inteirações com o mundo dos homens.
Interesso por tudo, menos as mágoas.

Posso dizer que te amo porque estava à tua espera.
Não suporto a sensação de que não há ninguém.
A vida é sentimento, não coisas.
Quem sou eu? Talvez nada.
Eis minhas credenciais.
São ideias e ideais, pensamentos e sentimentos, liberdade e paz.

Não tocarei tua alma, pois ela pertence a Deus.
Aceita um pedaço de história?
Minha história é leve, ph neutro.
Acesse sem login, sem senha.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

caderno / 1986 - Desabastecimento de carne

(Rubens Oficial)

Cheguei em casa com um quilo de bisteca de carneiro sem saber como iríamos temperar a carne. Não foi uma opção de consumo, foi um achado. Não havia carne no mercado e os açougues estavam fechados. À noite, alguns abriam clandestinamente para vender a preços acima da tabela. Uma vez estava na frente de um desses estabelecimentos, lotado, quando o proprietário levantou os braços e bradou: não vamos vender mais, vamos fechar, alguém nos denunciou à Polícia! Voltei pra casa sem o produto. Diziam que os pecuaristas escondiam os bois no pasto. São crises passadas. Dias melhores virão, diziam. Dias melhores vieram.

caderno / 1986 - Desabastecimento de leite

(Rubens Oficial)

Foi na casa de meu irmão em São Bernardo do Campo que aprendi a preparar leite a partir de leite condensado. Era a única versão do produto disponível no mercado. O brasileiro é tão acostumado com o café com leite que fica meio confuso quando precisa alterar o cardápio do seu desjejum. Acho que a crise de desabastecimento de leite não durou muito tempo, mas assustou. Hoje a gente lembra do passado e quase não acredita em tudo o que já nos aconteceu. Certamente vivemos dias melhores.

caderno / 1995 - Desabastecimento de gás de cozinha

(Rubens Oficial)

Vivíamos dias difíceis. Pegamos um carrinho de pedreiro para levar o botijão de gás até a Rua Maneco Pereira, tomamos lugar na fila, que chegava à esquina da Rua Capitão Lisboa, na esperança de que naquela tarde chegaria um carregamento de gás no depósito do Machado. E chegou mesmo, valeu a pena ter paciência. Acho que nunca mais teremos racionamento de gás de cozinha. Vivemos dias melhores.

sábado, 29 de agosto de 2015

álbum / 3º aniversário de Isadora

Festa de 3 anos de minha netinha Isadora Berger Maciulevicius, no buffet PicNic, na Via R. G. Adão Bertin, Tatuí/SP, sábado, 29/08/2015, à noite.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

caderno / Palavras que eu não esqueci

Ninguém precisa ser triste para ser sério.
Simples como a vida deve ser.
Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito.

domingo, 9 de agosto de 2015

artigo / CAIPIRAS SÃO OUTROS

(Rubens Oficial)

Houve um tempo quando, ao ser perguntado sobre o Brasil, um estrangeiro dizia que se tratava de um país onde se convivia com animais selvagens e as mulheres andavam nuas pelas ruas. Caipiras. Mesmo Fernando Henrique Cardoso, quando do presidente da República, deslumbrado com os países ricos, chegou a dizer: “somos ainda caipiras’.

Mas o brasileiro da cidade grande não admite ser chamado assim, caipira é o morador do interior. Tenho uma prima que morava na Grande São Paulo e se queixava de que era tratada como caipira na Capital. Quando vinha para o interior, dizia que “morava em São Paulo”, ou seja, caipiras são vocês.

Mas um dia, para melhorar de vida, veio morar em Tatuí. Então suas amigas dos subúrbios estranharam: o que você vai fazer no interior, criar galinhas? Não, não ia criar galinhas. Em Tatuí tem indústrias, escolas, comércio, hospital e tudo o que uma cidade média tem..

Mas em Tatuí também não encontrou muita gente disposta a assumir o status de caíra, não. Caipiras são os moradores da roça, a zona rural. Mas, afinal, quem são os caipiras? Bem, caipiras são os moradores do mato, como o próprio nome diz: caa (mato) e pira (mato).

Está aí, quem é o morador do mato? Claro, o índio. Sim, o índio é o caipira, sem dúvida. Mas a palavra é de origem indígena e os nativos não se referiam a si mesmos como caipiras. Quem eram eles, então? Ah, sim, caipira é o mesmo que caapira, que é o mesmo que caapora, que é o mesmo que caipora, que é... um ser mitológico que assombrava as florestas, que aparecia apenas na penumbra da mata. Um ser misterioso que habitava no mato. Agora encontramos o caipira. Se ele também não aparecer para nos dizer que “caipiras são os outros”.

artigo / LIVRO

(Rubens Oficial)

Livro é uma mídia, um meio de comunicação de massa. Quando se diz ‘escrever um livro’ é o mesmo que dizer ‘tomar um cálice’, uma figura de linguagem. O escritor, na realidade, escreve um romance, uma monografia, uma biografia, um ensaio etc.

Certa vez que escrevi que Maurício Loureiro Gama, ao publicar Risonha e Franca, deixava de ser um escritor sem livro. Fui censurado, porque não havia ‘escritor sem livro’. Então retruquei: se alguém escreve muitos romances, estudos científicos, contos, crônicas, poesias etc, mas não os publica em livro, não é escritor. Mas, postumamente, sua família resolve publicar toda a sua obra e, então, depois de morto, ele passa a ser escritor... Faz sentido?

O livro, como se sabe, nem precisa ser escrito. Gosto muito de livros de fotografias, de desenhos e de pinturas.

O livro, assim como os planetas, precisa de um tamanho mínimo para assim ser classificado. Quando inferior a 28 páginas, é chamado de opúsculo, brochura, livreto ou livrote. Ou mesmo livrinho, mini-livro.

E o que dizer de livros eletrônicos e áudio-books? São outras mídias. São chamados de livros, mas em sentido figurado. Assim como em Tatuí a poeta Cristina Siqueira fez o seu livro de rua: poemas ilustrados espalhados por muros da cidade.

Os primeiros livros eram rolos de pergaminhos, escritos a mão, um a um, como os livros da Bíblia. Aliás, a palavra bíblia vem do grego byblos (βύβλος), que significa... livros!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

cata-frases / FHC

"Eu a considero uma pessoa honrada, e eu não tenho nenhuma consideração por ódio na política." 
- Fernando Henrique Cardoso, sobre Dilma Rousseff, na revista alemã Kapital.


sábado, 11 de julho de 2015

caderno / Troça

O rapaz sentou-se à mesa vestindo um blusão do Boca Juniors.

- Você é brasileiro, por que torce pro Boca Juniors?

- Foi por causa do meu pai.
De tanto ele falar: cala a boca, Junior.
Eu ia falar e ele: cala a boca, Junior.

Então me identifico.


sábado, 13 de junho de 2015

caderno / Sardenberg

Sardenberg, funcionário da Globo, animou a torcida da oposição ao Governo Federal, manuseando dados econômicos, arranjando-os numa perspectiva negativa, levando o raciocínio de seu público alvo à conclusão de que o Brasil vive "um desastre". Para isso, escolheu primeiro os países com os quais o Brasil deveria ser comparado: México, Chile, Peru e Colômbia. Mas a economia não está globalizada? EUA, União Europeia e Japão não seriam referências? Não vem ao caso da Globo. A Argentina e a Venezuela não são expoentes da nossa região? Não vem ao caso da Globo. Escolher os países não basta, é preciso buscar aqueles índices se que mostrarem mais desfavoráveis. Sardenberg escolheu selic, juros,, inflação, desemprego e pib. Balança comercial não era importante? Não vem ao caso da Globo. Classificação de risco, reservas internacionais e liquidez interna não são temas recorrentes na economia? Não vem ao caso da Globo. Selecionados os temas e os países a se comparar, falta ainda o período. Afinal, quer-se desgastar o governo atual. Mas para isso não teria que se comparar com o governo anterior? Não, não daria certo. Não vem ao caso da Globo. O desastre é o desastre, pronto e acabou. Não importa se é um parafuso que se soltou após uma grave colisão, é um parafuso que soltou e que não poderia se soltar. Vem ao caso da Globo.

domingo, 15 de março de 2015

feedback

Rubens, você é um dos poucos politizados que eu tenho no face. É uma imensa satisfação ler e assistir suas postagens. Abraço! (Juliana Ferreira Carnielli)

segunda-feira, 9 de março de 2015

estudos / Inscrições nas paredes do parlatório da Penitenciária de Capela do Alto

RIN 33
RT AMPARO SP
BAIANO
JUNINHO TAPIRAÍ
JP SUMARÉ
PARAÍBA
CAPELA
CVRL
AGUAÍ
SONIC
PIU
#
SUMARÉ

A Penitenciária de Capela do Alto fica na rodovia Raposo Tavares, no bairro Capanema, distrito do Porto. Ali há uma sala chamada parlatório. Nessa sala, os presos são trazidos para falar com seus advogados e também receber os oficiais de justiça, se comunicando através de um interfone diante de um vidro para visualização mútua.

Como oficial de justiça, ali estive diversas vezes. Notei que naquele espaço onde os detentos ficam somente o tempo suficiente para a comunicação necessária, muitos deles encontram meios de fazer inscrições em suas paredes. Resolvi anotá-las e aí estão no início desta página. O que elas significam? 

Nota-se que, mesmo estando numa situação vexatória, muitos apreciam registrar sua passagem pelo local, anotando suas iniciais (RIN, RT, JP, CVRL) ou apelido (Baiano, Juninho, Paraíba, Piu). Também fica claro o bairrismo: Amparo, Tapiraí, Sumaré, Capela, Aguaí. Um enigma: # . A triste identificação com o crime: 33 (o artigo do Código Penal que tipifica o tráfico de entorpecentes). Sonic talvez seja um apelido.

Essa atitude é vista por alguns como rebeldia, para outros apenas inocente manifestação.  Nenhum palavrão, lembre-se. Nem palavras de ordem. Estatisticamente pouco significa, uma vez que por ali passaram milhares de presos e somente 13 deixaram suas marcas.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

tweet / Prevaricação




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

linha do tempo / Conhecendo o Bernardo

Carregando meu sobrinho-neto recém-nascido Bernardo, filho de meu sobrinho Fernando Totta e de Renata Glicério. Fernando é filho de meu irmão Celso e de Dita Totta. Antes já tínhamos a Mariana, sobrinha-neta filha do Juliano, primogênito do Celso. Pudemos ver o Bernardo somente neste domingo, 1º de fevereiro, em Mairinque, quando a família veio para o aniversário do Rafael, também sobrinho e caçula do Celso. Bernardo mora com os pais em São Paulo. Ao meu lado, na foto, minha esposa Zélia, muito cuidadosa com as crianças, que tanto ama.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

cata-frases / Silas Malafaia

"Parabéns ao novo presidente da Câmara, dep. evangélico Eduardo Cunha, uma vitória espetacular humilhou o governo e o PT. Vão ter q nos aturar."

- Silas Malafaia, no Twitter.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

caderno / Por que você assina Rubens Oficial?

É que tenho um nome muito comum, Rubens Antônio da Silva, e queria algo que me identificasse melhor. Então me lembrei dos exemplos bíblicos, onde se nota que o sobrenome era dado pela população, e fazia referência a profissão (Simão Zelote), naturalidade (Maria Madalena, Jesus Nazareno), descendência (Simão Barjonas, Jesus Filho de Davi). Como sou oficial de justiça, muitos se referem a mim como 'o Rubens, oficial de justiça' ou simplesmente 'o Rubens oficial'. Daí surgiu a ideia: Rubens Oficial.

sábado, 10 de janeiro de 2015

álbum / Lanche no Ópera Mix


Hoje, tomamos lanche à noite no Ópera Mix, em Tatuí/SP. Muito bom. Entre os frequentadores, estava o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

linha do tempo / 31º aniversário de casamento

07/01/2014 - Confraternização comemorativa de 31 anos de casamento, no Restaurante Costelão, Tatuí/SP. Juntos: Rubens, Zélia, Jaqueline, Adriano, Gabrielly, Isadora, Bruno, Kaori, Maéli, Leonardo, Sandro, Josana e Lara.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

tweet