domingo, 22 de julho de 1979

O Progresso de Tatuí, 22/07/1979


sábado, 7 de julho de 1979

sob medida

Quando surgiste em minha vida,
me parecias uma encomenda.
Eras exatamente do número
do meu coração.
Te aconcheguei à minha alma
e fui feliz.
Eras a menina do dedo verde,
que enchia de flores os meus caminhos.

Passaram-se dias de triunfo.
Durante um ano,
foste para mim um anel de grau.
E me senti bacharel em matéria de amor.

Mas, passaram-se os dias!
E partiste como uma mensageira
que cumpriu sua missão.
Serena e sem vacilar.
Como surgiste, sorrindo te vi na despedida.

E agora?
Outra pessoa calejará meu coração.
Sei que não serei mais feliz.

- Em matéria de amor não conquistei licenciatura plena.


Tatuí, 1979

um momento


Dos teus cabelos negros
fizeste uma moldura.
Teus lábios cor-de-rosa
se abriram em botão.
E teus olhos malandros,
revestidos de ternura,
brilharam em tua face
como a estrela na amplidão.
Um sussurrar baixinho
me sopraste ao ouvido.
São coisas tão pequenas
como a brisa da manhã,
mas faz um bem pra gente,
nos embala e, comovido,
respondi à tua graça
qual se fosse à minha irmã.
Aquele teu sorriso
com capricho preparado
me encheu todo de pejo
e em tua face vi rubor.
Porém falou mais forte
quando me serviste um beijo.
Bem vi que aquilo tudo,
aquilo tudo era amor.

Tatuí, 1979

FULGOR

Menina, vejo em teus olhos
cristais de raro fulgor.
São pedras que, cintilando,
refletem juras de amor.

1979

Rubens Oficial

Por que choras,
ó, criança?
Por que choras
no teu ano?

- É que minha
esperança
transformou-se
em desengano.

Cerquilho, 1979