sábado, 29 de agosto de 2015

3º aniversário de Isadora

Festa de 3 anos de minha netinha Isadora Berger Maciulevicius, no buffet PicNic, na Via R. G. Adão Bertin, Tatuí/SP, sábado, 29/08/2015, à noite.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Palavras que eu não esqueci

Ninguém precisa ser triste para ser sério.
Simples como a vida deve ser.
Tudo o que merece ser feito merece ser bem feito.

domingo, 9 de agosto de 2015

CAIPIRAS SÃO OUTROS

(Rubens Oficial)

Houve um tempo quando, ao ser perguntado sobre o Brasil, um estrangeiro dizia que se tratava de um país onde se convivia com animais selvagens e as mulheres andavam nuas pelas ruas. Caipiras. Mesmo Fernando Henrique Cardoso, quando do presidente da República, deslumbrado com os países ricos, chegou a dizer: “somos ainda caipiras’.

Mas o brasileiro da cidade grande não admite ser chamado assim, caipira é o morador do interior. Tenho uma prima que morava na Grande São Paulo e se queixava de que era tratada como caipira na Capital. Quando vinha para o interior, dizia que “morava em São Paulo”, ou seja, caipiras são vocês.

Mas um dia, para melhorar de vida, veio morar em Tatuí. Então suas amigas dos subúrbios estranharam: o que você vai fazer no interior, criar galinhas? Não, não ia criar galinhas. Em Tatuí tem indústrias, escolas, comércio, hospital e tudo o que uma cidade média tem..

Mas em Tatuí também não encontrou muita gente disposta a assumir o status de caíra, não. Caipiras são os moradores da roça, a zona rural. Mas, afinal, quem são os caipiras? Bem, caipiras são os moradores do mato, como o próprio nome diz: caa (mato) e pira (mato).

Está aí, quem é o morador do mato? Claro, o índio. Sim, o índio é o caipira, sem dúvida. Mas a palavra é de origem indígena e os nativos não se referiam a si mesmos como caipiras. Quem eram eles, então? Ah, sim, caipira é o mesmo que caapira, que é o mesmo que caapora, que é o mesmo que caipora, que é... um ser mitológico que assombrava as florestas, que aparecia apenas na penumbra da mata. Um ser misterioso que habitava no mato. Agora encontramos o caipira. Se ele também não aparecer para nos dizer que “caipiras são os outros”.

LIVRO

(Rubens Oficial)

Livro é uma mídia, um meio de comunicação de massa. Quando se diz ‘escrever um livro’ é o mesmo que dizer ‘tomar um cálice’, uma figura de linguagem. O escritor, na realidade, escreve um romance, uma monografia, uma biografia, um ensaio etc.

Certa vez que escrevi que Maurício Loureiro Gama, ao publicar Risonha e Franca, deixava de ser um escritor sem livro. Fui censurado, porque não havia ‘escritor sem livro’. Então retruquei: se alguém escreve muitos romances, estudos científicos, contos, crônicas, poesias etc, mas não os publica em livro, não é escritor. Mas, postumamente, sua família resolve publicar toda a sua obra e, então, depois de morto, ele passa a ser escritor... Faz sentido?

O livro, como se sabe, nem precisa ser escrito. Gosto muito de livros de fotografias, de desenhos e de pinturas.

O livro, assim como os planetas, precisa de um tamanho mínimo para assim ser classificado. Quando inferior a 28 páginas, é chamado de opúsculo, brochura, livreto ou livrote. Ou mesmo livrinho, mini-livro.

E o que dizer de livros eletrônicos e áudio-books? São outras mídias. São chamados de livros, mas em sentido figurado. Assim como em Tatuí a poeta Cristina Siqueira fez o seu livro de rua: poemas ilustrados espalhados por muros da cidade.

Os primeiros livros eram rolos de pergaminhos, escritos a mão, um a um, como os livros da Bíblia. Aliás, a palavra bíblia vem do grego byblos (βύβλος), que significa... livros!