terça-feira, 29 de abril de 2014

miniconto / Mãe

Trouxeste-me até aqui e partiste. Volta, mãe, porque aqui me perdi.

terça-feira, 15 de abril de 2014

penso eu / Mau tempo

Não gosto quando leio a expressão 'mau tempo' em vez de tempo chuvoso. Nem preciso explicar o porquê, acredito.

artigo / Do agnóstico, do crente e do ateu

Existe uma grande diferença entre um ateu e um agnóstico, que mesmo eles, ateus e agnósticos, muitas vezes não sabem. O agnóstico é um tipo muito comum, que geralmente se apresenta como ateu ou crente. O crente agnóstico é aquele que professa uma fé em Deus, mas vive como se não cresse. Não aceita Deus como seu senhor, agindo independente e muitas vezes contrariamente aos ensinamentos daquele Deus em quem diz acreditar. Também não exerce sua fé Nele quando precisa de ajuda. Da mesma forma, muitos que se dizem ateus, em momentos de fraqueza pessoal, buscam apoio espiritual religioso. São agnósticos, isto é, não tem conhecimento de Deus. Agora, o ateu, na acepção da palavra, é um crente na inexistência de Deus. É a respeito deles que Jesus fala que não tem perdão nesta vida física nem na futura, porque blasfemam contra o Espírito Santo.

O ateu, geralmente, é um intolerante religioso. Não se conforma com aquele que crê, da mesma forma como os fanáticos que se investem contra aqueles que diferem de sua fé. O respeito ao próximo parece ser uma diretriz de todas as religiões, de toda filosofia, dos princípios da civilidade. Poderiam nos perguntar se não seria razoável se manifestar contra a existência de Deus da mesma forma que os crentes podem se manifestar a favor. Mas não é um raciocínio lógico. A crença é própria de quem procura se superar, fazendo o bem. Seria legítimo combater o desrespeito, a ameaça, a agressão, que até podem surgir em meio a fanáticos, geralmente contrariando os próprios princípios que consideram sagrados. Mas não o ato de crer. Crer é um direito sagrado, que ninguém pode subtrair.

fórum / Recepção do novo oficial de justiça, Paulo José Alegre

Marcos, Paulo, Rubens e Mauro

quarta-feira, 9 de abril de 2014

psicoporose / Desinteligências

desinteligências

Não te direi mais verdades.
Dou-te meu silêncio como conforto
Nas tuas horas insanas.
Até que possas digerir realidades.
A verdade não é injetável.


2017

segunda-feira, 7 de abril de 2014

caderno / José Wilker

"Ele é o nosso Jack Nicholson. É um artista completo. Dirigia, escrevia e atuava", disse o ator Felipe Camargo, no velório do ator José Wilker. Gostei da comparação porque, embora pouco assista de dramaturgia, sempre considerei Nicholson como o melhor ator estrangeiro e Wilker como o melhor brasileiro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

caderno / Ditadura

Eu era novo na escola, ainda mal alfabetizado. E a professora pede pra classe escrever sobre o tema "Brasil, ame-o ou deixe-o". Achei muito estranha essa construção. Como assim? Não entendia direito. Ela deu algumas dicas e escrevi não sei o que. Era 1968 e nós usávamos uma fita verde-amarela no bolso da camisa escolar.

caderno / Coen Sensei

Hoje participei de um simpósio sobre Cultura de Paz, promovido pelo Tribunal de Justiça, e que teve como preletora a monja zen budista Coen Sensei. É sempre bom ouvir palavras sábias, mesmo que não originais, porque sofremos diariamente com um grande volume de ódio que são manifestados de todas as maneiras.

terça-feira, 1 de abril de 2014

fórum / Aniversário do Silveira na Central de Mandados

Aníbal, Rosângela, Elvira, Clélia, Silveira (aniversariante), Rubens, Mário e Eduardo Gobbis

Carlos, Aníbal, Elvira, Clélia, Marco Antonio, Silveira, Eduardo, Rubens e Mário