sábado, 31 de maio de 2014

31/05/2014 - Maéli fez 18 anos


terça-feira, 27 de maio de 2014

Ney Matogrosso e o Bolsa Família

Ney Matogrosso criticou o programa Bolsa Família na televisão portuguesa. Para o cantor, as mulheres pobres do Brasil engravidam para receber o benefício: "Quanto mais filho, mais dinheiro ganha. Então elas fazem mais filhos". É lamentável que alguém que canta 'Rosa de Hiroshima' apresente um preconceito tão horrível do pobre brasileiro. Se pelo menos ele se ocupasse em comprovar cientificamente essa realidade...

Paulo Coelho e a Copa

Quando Paulo Coelho podia se manifestar contra a realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, ele apoiou e integrou a comitiva nacional para a escolha. Agora que tivemos todas as despesas para prepararmos a estrutura necessária e sem tempo para alterações, ele difama o país na Europa de forma inconsequente. Parece que o que ele quer é mesmo fazer é fazer se marketing pessoal: quando o povo queria a copa, ele estava lá, quando parte do povo se manifesta contra, ele muda pra cá. Se não for marketing pessoal será coisa pior.

sábado, 24 de maio de 2014

Tweetconto

Passos na noite. Não levantes, minha mãe, está frio! E vejo mãos que se levantam e um cobertor que desce sobre mim, como bênção.

domingo, 18 de maio de 2014

Leituras

Terminei de ler Crime de Imprensa, dos jornalistas Mylton Severiano e Palmério Dória, que trata das artimanhas da mídia dominante em dar as notícias que quer do jeito que quer, e esconder as que vem em sentido contrário aos seus interesses. Li em e-book, é mais barato. Valeu a pena. Também em e-book, reli o Evangelho de Judas Tomé, na tradução de Raul Branco. Uma coleção de frases atribuídas a Jesus, umas já conhecidas, outras novas, algumas absurdas, como de quem não entendeu direito. Em livro tradicional, terminei A tragédia de Eloá: Uma Sucessão de Erros, do jornalista Márcio Campos. Uma história de cinema, quase inacreditável.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Deus não tem nome

Há mais ou menos 40 anos que alguns me falam que é necessário pronunciar o nome de Deus para ser salvo. Mas Deus tem um nome? Olho para o céu e me pergunto, que céu é este, qual o seu nome? E concluo que céu é céu e não temos motivo para lhe dar um nome, porque é singular. Da mesma maneira penso de Deus.

Os textos sagrados relatam que Deus criou o homem e falava com ele no Eden. Deus chamava Adão pelo nome, mas este não teve necessidade de identificar o Criador por um nome. E assim sucedeu por longos tempos. Vieram Abraão, Isaque, Jacó, José... Ninguém precisou chamar Deus por um nome, assim como o céu.

Mas quando os hebreus foram escravizados e perseguidos no Egito, Deus encarregou Moisés de liderar o êxodo para a terra de Canaã. Foi aí que Moisés pensou, eles vão me perguntar, qual Deus mandou tirar a gente do Egito? Porque no Egito se falava de muitos deuses, falsos deuses na verdade. Que nome Moisés daria ao verdadeiro Deus?

Foi aí que Moisés lembrou que os falsos deuses tinham um nome, distinguindo uns dos outros, mas que verdadeiro, o Criador, não necessitava de uma distinção, porque era único, assim como o céu. Mas como responderia, se alguém perguntasse?

Deus respondeu a Moisés, Eu sou o que sou. Então entendemos que Deus é Deus, não há o que perguntar. Todavia, disse Deus, se perguntarem - vejam bem - se perguntarem, responda, Sou me enviou. No inglês e em outras línguas há a necessidade de pronunciar o pronome, I am, por exemplo. No português, o pronome fica oculto. No hebraico antigo ficou o tetragrama Jhwh, só consoantes.

Mas o povo hebreu nunca havia ouvido falar de Jhwh, seria um deus desconhecido? Pouco resolveu o nome, Moisés precisou relembrar, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó. Ah, agora sim sabemos que se trata do nosso Deus, o criador de todas as coisas.

E o povo hebreu se alegrou em saber que seu Deus também tinha um nome, quando o próprio Criador nunca se ateve a isso. Até que, ao descer do Monte Sinai, Moisés apresenta os mandamentos de Deus gravados em tábuas de pedra. Não tomarás o nome do Senhor seu Deus em vão. E todos passaram a evitar a pronúncia do santo nome.

Muito tempo se passou. A escrita hebraica evoluiu. E a pronúncia do tetragrama sagrado se perdeu... Ele estava lá na maioria dos livros sagrados dos judeus, mas... Melhor não pronunciar do que fazê-lo errado.

Até que alguém teve uma ideia, um tanto estranha, mas que acabou aceita. Vamos pegar as vogais das palavras Deus e Senhor, em hebraico Elohin e Adonai, e adicionar ao tetragrama e, assim, torná-lo pronunciável. E acabou, no português, ficando Jeová. Estudiosos dizem hoje que a pronúncia de Jhwh deveria ser Iavé ou Javé. Algumas traduções já trazem essas formas.

Mas para os cristãos isso não faz a menor diferença. Em todos os manuscritos antigos do Novo Testamento, o nome de Deus não aparece. O próprio filho de Deus ensinou seus discípulos a  chamá-lo de Pai. Portanto, orareis assim, Pai nosso que estais no céu...

Mas os contradizentes não se conformam. Acrescentaram o nome Jeová na sua versão do Novo Testamento e, mesmo sabendo de como se formou assim, acreditam que se trata de um nome que precisa ser santificado e de uso obrigatório. Porém, nós cremos que o nome de Deus deve ser santificado em todas as suas formas, porque Santo é o Senhor, não uma palavra usada para distingui-lo. Deus é o que é. O Ser divino é que deve ser santificado.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Igreja, Sagrada Família

Em Tatuí, ao lado do Paço Municipal, há um templo religioso chamado Igreja Sagrada Família. Jesus, certa feita, anunciava o reino de Deus em local fechado e eis que alguém o interrompe para lhe anunciar que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, querendo lhe falar. Então, o Mestre divino aproveita para mostrar a organização do reino de Deus e, "...estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: eis aqui minha mãe e meus irmãos, porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe". Agora, ao ver o templo católico romano, penso que faltou apenas uma vírgula. A Igreja é a sagrada família de Jesus.