quinta-feira, 7 de julho de 1977

chuva na roça

Rubens Oficial
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Está chovendo lá fora.
Tenho saudade da auora
quente e radiante de sol.
Vejo esses pingos ligeiros
como muitos fuzileiros
castigando o meu paiol.
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Mas, depois, como é bonito
ver se perder no infinito,
verde, a roça de feijão!
Pés de milho enfileirados
mais parecem mil soldados.
- É uma força a plantação!
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Tatuí, 1977

terça-feira, 19 de abril de 1977

Jornal O Progresso de Tatuí - identidade

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Minha identidade funcional do jornal O Progresso de Tatuí, de 1977. Constava como colaborador do setor de reportagem por falta de curso de jornalismo, exigência da época. Meu serviço era a reportagem e a redação. Fui sucessor de José Teixeira de Almeida, apresentado à redação pelo jornalista Walter Mota, que me conheceu pela revista Aldeia Global.

Ela é assinada por José Nascimento, diretor do jornal, que cuidava da parte administrativa. O jornalista responsável era Vicente Ortiz de Camargo, que também trabalhava no Conservatório de Tatuí. Sua mulher, Marina da Coll, era proprietária da empresa.

Lembro que ainda trabalham no jornal, nessa época, os tipógrafos José Paulo de Moraes e seu irmão João Batista de Moraes, Cassemiro Cordeiro fazia entregas. Eram colaboradores: Walter Silveira da Mota (filósofo), Hélio Reali (colunista), Macedo Dantas (escritor), Cecê César Junior (jornalista), Maurício Loureiro Gama (jornalista), Enio Teodoro Wanke (poeta), Paulo Roberto Camargo Barros (poeta), Luiz Gonzaga Oliveira (poeta), entre outros.

domingo, 17 de outubro de 1976

quarta-feira, 7 de julho de 1976

recordação

Rubens Oficial

Eram eles...
felizes no andar,
felizes no olhar...
Felizes...

Como ele...
como ela sorria!
Quem da noite fez dia,
quem viveu só de amor.

Quem os viu
sentiu, por certo,
um deserto,
um caminho incerto,
quem ciúmes não sentiu?

Eram eles...
felizes da vida bela.
Era eu e era ela
tempos atrás!...

Tatuí, 1976

A UM ANO ESCOLAR


Para a Profª Leila Salum M. da Silva


Amanhece o ano.
Cedo demais para pensar
no engano,
no desengano,
no azar.

O caminho aperta.
Tudo em vão.
Sem alerta,
não desperta.
Caminha como quem não.

Chorar, pra que chorar?
Se ao lado dos espinhos
há muito para se cantar,
há muito para se amar.
- Procura outros caminhos!

O fim do ano, ai!
Os dias se passaram. Último bimestre.
Tarde demais. O pano cai.
De quem a culpa? Perdoai.
Meus alunos!... Mestre!...


Tatuí, 1976

monossilábico | Fé


Pai,

tuas
lindas
mãos
nuas
vindas
são

do
céu
dar
pr'o
meu
lar 

paz!



(Tatuí, 1976. Outras mídias: O Progresso de Tatuí; Dias de Poesia)

terça-feira, 29 de dezembro de 1970

caderno / Ditadura

Eu era novo na escola, ainda mal alfabetizado. E a professora pede pra classe escrever sobre o tema "Brasil, ame-o ou deixe-o". Achei muito estranha essa construção. Como assim? Não entendia direito. Ela deu algumas dicas e escrevi não sei o que. Era 1968 e nós usávamos uma fita verde-amarela no bolso da camisa escolar.