domingo, 31 de outubro de 2010

Veja trecho de matéria de Suplicy sobre penas alternativas

Vou comentar hoje um estudo muito interessante realizado pelo Grupo Candango de Criminologia, da Universidade de Brasília, veiculado na imprensa brasileira, em vários jornais, como o jornal Correio Braziliense, o blog de Luiz Nassif e outros. 
    
Trata-se de pesquisa com pessoas apenadas por furto e roubo que foram submetidas à ressocialização. Segundo as conclusões do trabalho, as penas alternativas impostas, ao invés de penas restritivas da liberdade, facilitaram a reinserção dos condenados na sociedade e diminuíram a reincidência no cometimento de crimes.
    
Segundo a matéria, o estudo inédito, feito ao longo dos últimos quatro anos, analisou em detalhe as fichas criminais de 407 homens condenados pelos dois tipos de crimes no Distrito Federal – o furto e o roubo – entre 1997 e 1999. Dos que cumpriram penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas ou prestação de serviço à comunidade, 24,2% cometeram delitos novamente. Já os que receberam sanções mais severas da Justiça e pagaram pelos erros cometidos em regime fechado tiveram índice de reincidência de 53,1%. 
    
Trata-se de “um resultado preocupante” – em certo sentido – “pois ratifica o que muitos dizem por aí: que a cadeia é a escola do crime. Quem passou pela prisão tem mais chance de voltar a ela”, conclui a Promotora de Justiça Fabiana Costa, uma das coordenadoras da pesquisa. 
    
Por outro lado, trata-se de um resultado muito relevante, pois indica o quanto  seria positivo venha para a  Justiça a adoção, mais e mais, do sistema de penas alternativas. 

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