quarta-feira, 12 de maio de 2010

garimpo poético

Industrializei meu amor por ti.
A cada suspiro escrevo um poema,
a cada olhar escrevo um poema,
e até tua ausência transformo em doído poema.
Industrializei meu amor por ti.

Se não posso haurir os teus afetos,
tomei-te como um garimpo inesgotável
de sentimentos únicos, preciosos.
Não fujas nunca para longe de mim,
mas se fugires, ah,
a tua fuga também é poesia.
Industrializei meu amor por ti.
Passo dia e noite extraindo versos
da tua existência maviosa.


Tatuí, 14.03.1981

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